Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 01/10/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu artigo 25, garante a todos os indivíduos o direito à alimentação adequada. Conquanto, o deficit na distribuição de alimentos impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito global na prática, o que ocasiona subnutrição desse povo. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro lugar, cabe destacar que a desigualdade na sociedade possuí raízes históricas. Isso, dado que desde o século XV, com a colonização Portuguesa, a riqueza está nas mãos dos mais ricos, consequentemente, a produção agrícola também em seu controle, deixando à mercê da própria sorte indivíduos mais pobres. Presentemente, a má distribuição como negligência do governo, se mantém como um problema, pois reflete diretamente a questão da subalimentação, visto que um terço das mortes de crianças são causadas por péssima, ou falta de alimentação, segundo dados da OMS. Por isso, é importante dispor de meios eficientes que resolvam esse impasse.
Em contrapartida, a terça parte dos produtos agrícolas do mundo todo se perde na transportação do campo até o local de comercialização. Em estatísticas divulgadas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontam que o brasileiro desperdiça cerca de 40 quilos de alimentos por ano, mantimentos que certamente não lhe fazem falta e por isso vão ao lixo. Logo, o indivíduo que acomete esse comportamento está, de certa forma, tirando a vez das famílias mais pobres, as quais não conseguem, sequer, custear o básico para a sobrevivência. Nota-se, que impasse desumano que em pleno século XXI, ainda ocorre.
Infere-se, portanto, se faz necessário medidas a fim de mitigar os impactos causados pelo falido partilhamento de comestíveis. Dessa maneira, urge que que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema de desperdício, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meios de montantes governamentais campanhas publicitárias por meios digitais, como redes sociais, que detalhem a situação de oferta alimentícia, com o intuito de conscientizar a população para reverem seus atos. Em seguida, o ministério dá agricultura junto com a Presidência e de mais poderes públicos, devem criar um programa de distribuição para famílias carentes, através de leis específicas, a fim de levar alimentos a quem necessita, sendo dado todos os meses aos cadastrados. Desse modo, o que é garantido, em teoria, pela legislação, será de fato suprido a população.