Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 21/10/2020

A Teoria Malthusiana, menciona que o crescimento populacional e o de alimentos ocorreriam de formas distintas, sendo a primeira em progressão geométrica e a segunda linearmente. Dessa forma, embora Malthus não tenha considerado as inovações tecnológicas, ele já previa uma situação alarmante: a fome aliado às desigualdades. Por isso, questões como a formação social do Brasil e a negligência do governo persistem e contribuem para casos de subnutrição, o que deve ser solucionado.

Em primeiro plano, vale destacar que o Brasil foi organizado de maneiras diferentes em cada região. Por ser um país de dimensões continentais, sua estruturação foi marcada por investimentos massivos em alguns locais, em especial os que davam mais lucro, e em outros não, o que gerou uma desigualdade acentuada. Segundo o sociólogo Florestan Fernandes, o modelo econômico adotado na formação do Brasil possibilitou o surgimento de desigualdades sociais, sendo uma delas a má distribuição de renda, o que comprova uma marca histórica de contrastes no país.

Outrossim, a negligência governamental acentua a problemática. É notório que existem programas sociais que visam reduzir a fome e a subnutrição no Brasil, porém, percebe-se que há atraso no repasse de verbas e, consequentemente, de cestas básicas, o que pode ocasionar doenças graves. A exemplo tem-se o documentário “Garapa”, no qual demonstra os meios que algumas famílias arrumam para sobreviver à fome enquanto esperam as cestas básicas enviadas pelo governo.

Portanto, nota-se que a subnutrição é um transtorno grave no país. Sendo assim, o Ministério da Cidadania, em conjunto com as secretarias de saúde, deve aliar a questão alimentar à saúde dos seus beneficiários, por meio de consultas nutricionais periódicas como requisito para obterem as cestas básicas, a fim de controlar os casos de subnutrição e praticar a responsabilidade com o cidadão. Ademais, ainda cabe do Ministério da Cidadania agilizar a entrega de alimentos, por intermédio de ajustes nos programas existentes, visando a redução da espera e dos contrastes.