Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 22/04/2018

A relação íntima entre o Sistema Carcerário e as facções criminosas.

Segundo os últimos dados divulgados em 2014 pelo Sistema Integrado de Informações Penitenciárias do Ministério da Justiça (Infopen), o Brasil chegou à marca de 607,7 mil presos. Desta população, 41% aguarda por julgamento atrás das grades. Ou seja, há 222 mil pessoas presas sem condenação. Onde se encontram as autoridades responsáveis pelos presos diante desta realidade ?

Nota-se que o poder público, o grande responsável pelos presos no Brasil, não se importa com os mesmos, sendo tratados como a escória da sociedade, sem condições de saneamento básico decentes nos presídios, os indulgentes acabam contraindo doenças como HIV e tuberculose.

Tendo como principais objetivos: A reintegração do detento na sociedade e a manutenção de colônias penais e industriais. Podemos dizer que, as penitenciárias que realmente existem no nosso país, passam longe de estarem devidamente fiscalizadas pelo governo. A realidade mostra que são as facções criminosas que controlam o interior dos presídios, pois, os membros das facções criminosas se apoiam dentro dos presídios com recursos, em sua maioria para a sobrevivência do detento dentro do presídio, e as facções aguardam uma devolução da ajuda que forneceram dentro dos presídios quando o detento estiver fora da prisão.

Concluímos que, como o estado se omite de suas obrigações e os cidadãos preferem se distanciar dos bandidos, só se importando se eles estão presos, nos deparamos em uma situação da qual uma das únicas soluções viáveis para este problema seja a organização dos presídios de forma adequada, que respeite os direitos humanos, assim, as chances do controle dos presídios nas mãos de facções criminosas diminuirá e o processo de reintegração do preso na sociedade ocorrerá de maneira mais pacífica.