Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 15/04/2018

Penalidade ao Brasil mal-educado

O sistema carcerário brasileiro há muito já tem um déficit de desempenho e desenvolvimento que só vem sido agravado com a atual situação econômica. Como isso teria chegado a esse ponto? Qual seria a solução para tal? o que se faz com relação a chamada “reintegração social” dos ex-detentos?

Remontando tempos ancestrais de nossa jovem república, a história nos mostra que, com o fim da escravatura cá, os “recém-alforriados” não tinham opções na sociedade, aglomerando-se em habitações irregulares e predispondo-se ao crime; eis que surgem as favelas e o fenômeno  geográfico conhecido como favelização da paisagem urbana e social. Mas a sociedade não integrar um certo filo a si não é a causa principal para a questão do problema carcerário, é mais do problema de urbanização e, consequentemente, de criminalidade atuais, que poderiam ser facilmente remediados se o governo despendesse verbas à educação de qualidade.

O problema da superlotação carcerária está intimamente ligado à educação onde, por falta de uma educação primária de qualidade que prepara os cidadãos ao meio social e de trabalho, o mesmo tende à criminalidade, no caso das comunidades desfavorecidas, que constituem maior parte do nosso “rico” país; Ao invés de oferecer opções de trabalho minudenciais, os quais os empregados prestar-se-iam muito provavelmente por toda vida, tirando-lhes maior perspectiva e com carga subordinativa por parte do empregador, o governo deveria investir em educação pública qualitativa, que favoreça-nos no currículo e atenda às necessidades do mercado de trabalho, acolhendo e exigindo dos empregados o que já estão aptos por capacitação antecedente.

Retomando, a solução mais viável no momento para o país é o investimento na educação já disponível, e não uma reforma educacional inconsistente. Melhores colégios, salários justos aos educadores e o mais importante, uma educação que nos prepare para a sociedade e não para o cárcere.