Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 21/04/2018

O sistema carcerário brasileiro e seus efeitos no século XXI

Um dos grandes problemas que fazem parte da rotina carcerária brasileira são os maus tratos, péssimas condições de higiene e falta de humanidade. Ainda que a gente não viva em um período como antes, mais opressor, as prisões brasileiras são vistas como um símbolo de tortura. Assim, o que tem que ser feito é rever a situação social que o preso está submetido para poder avaliar seus efeitos na sociedade atual.

A má infraestrutura presente nas cadeias faz os presos lutarem diariamente para sua sobrevivência. A superlotação é outro problema gravíssimo que essas pessoas enfrentam, sendo assim, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo, pois de acordo com o Ministério da Justiça, são 622 presos para 371 vagas, ou seja, a cada mês, penitenciárias do Brasil recebem cerca de 3 mil presos novos. A danificação das celas e a falta de água potável também provam o quanto fazem descaso para o estado dos carcerários.

A negligência com a saúde dessas pessoas, tendo em vista que pesquisas mostram que os detentos brasileiros têm mais chances de contrair a tuberculose e o vírus da AIDS, é mais uma dificuldade que sofrem. As mulheres presas também experimentam a saúde precária dentro dos presídios, pois há a despreocupação com a menstruação da mulher já que não compram absorventes e a falta de acompanhamento com um ginecologista e as gestantes não possuem uma preocupação maior e muito menos o auxílio médico necessário.

Por último, o maior problema enfrentado nos presídios é a reincidência, isto é, voltar a praticar o crime e é um problema mundial, mas o Brasil, de acordo com estudos, tem uma tendência muito maior porque 70% dos presos que saem, voltam a praticar crimes e isso acontece pelo tratamento que recebem na prisão. Por isso, as melhores soluções seriam criar um programa médico, educacional e de infraestrutura muito melhores e a criação de novos presídios, pois a superlotação ainda causa a mistura de detentos. Embora a opinião pública seja de que essas pessoas têm que sofrer pelos seus crimes, é necessário reintegrar se não todos, pelo menos a maioria na sociedade.