Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 11/04/2018

Na Idade Média, a igreja católica utilizava as prisões para o cumprimento da pena eclesiástica, os religiosos eram isolados para refletirem sobre os pensamentos pecaminosos. Atualmente, o sistema prisional brasileiro é visto por muitos como um ícone de torturas. Nesse contexto, deve-se analisar a falta de infraestrutura e as péssimas condições de higiene para o público feminino que influenciam na problemática em questão.

Vale situar, primeiramente, a má infraestrutura na maioria dos presídios brasileiros. O regime fechado gera conflitos entre os delinquentes, na maioria dos casos, faz com que os presos persistam em lutas diariamente pela sobrevivência, ocasionando constantes rebeliões que procriam um alto percentual de mortes. Por consequência, ao cumprir a pena por completo a pessoa terá dificuldades de se restabelecer na sociedade e trabalhar, em muitos eventos, voltar ao crime.

Outro ponto ligado a isso é a negligência as condições higiênicas do público mulheril. Os serviços penitenciários são geralmente pensados em relação aos homens, não havendo assistência específica para mulheres grávidas tampouco a presença de um acompanhamento ginecológico. Além disso, diversas penitenciárias não possuem nem sequer meios de transportes para levar as enfermas a uma vista ao médico ou um hospital. esses aspectos revelam a falta de políticas públicas que prezem pela saúde feminina, que não possuem um cuidado melhor na gestação.

O modo que as pessoas são tratadas na cadeia danifica os direitos humanos, logo, mudanças tornam-se essenciais. Portanto, o Ministério da Segurança deve investir na ampliação de cadeias para evitar a lotação nos presídios. Outrossim, trabalhos pedagógicos, juntamente por ONGS, darão aos detentos a chance de reinserção social. O acesso a uma saúde pública é um direito de todos, é necessário equipes médicas especializadas e a fiscalização desses cuidados, especialmente na proteção e ao acompanhamento da saúde da mulher.