Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 21/04/2018

Sistema Carcerário Brasileiro

O Brasil possui a quarta maior população carcereira do mundo, o número de presidiários mais que triplicou de 2000 a 2014. A situação das cadeias brasileiras é de extrema calamidade, uma cela capacitada para oito pessoas, vivem treze, ocorrendo assim, uma superlotação e um grande caos no sistema carcerário.

A lotação das cadeias, também se tem do fato, de que há poucos defensores públicos para a quantidade de presos, podendo ter uma fila de espera de mais de 100 dias, para depois, quase metade deles não serem condenados. Além da superlotação, outro problema enfrentado é em relação à saúde, onde é muito precária ou quase inexistente. Com a carência de médicos e medicamentos, existe uma grande proliferação de doenças transmissíveis, como a tuberculose, que devido ao não tratamento, ocorre uma grande contaminação em massa . São excluídos também os cuidados íntimos das mulheres, onde a falta de absorventes é constante, e há ausência de acompanhamento ginecológico necessário.

A raiz do problema não está somente na incapacidade financeira de mantermos os detentos ou na degradação dos presídios, e sim no que estamos fazendo para a recuperação dos mesmos, já que  os detentos vivem em um verdadeiro depósito de gente, enquanto trabalhadores estão sendo lesados, assaltados, vivendo com medo e ainda estão pagando para manter esse sistema falido.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O governo deverá investir na extensão dos presídios e na contratação de defensores públicos e privados, para agilizar o processo de julgamento e obter a condenação de todos os casos em abertos, evitando a lotação nas celas. Detentos deverão trabalhar para comer, se vestir, ter uma moradia digna, como todos os cidadãos, além disso, juntamente, em parceria com ONG´s, é extremamente importante levar conhecimento e cursos técnicos para dentro dos presídios, para que depois de livres, os ex-presidiários, possam se inserir no mercado de trabalho e não voltarem a cometer crimes. Devem ser implementados também, equipes médicas e cuidados especializados às mulheres, qualificando a saúde dentro dos presídios, tornando a vida dos presos mais digna e humana.