Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 10/03/2018

Hodiernamente, não raro, observa-se, através das mídias televisivas e sociais, que o Brasil vem enfrentando diversos problemas relacionados ao sistema carcerário ,como, por exemplo, a decadência na infraestrutura dos presídios e no processo de reabilitação. Avaliando essa questão como sendo um tanto sensível, torna-se fundamental a indignação com essa realidade, visto que constitui um desafio frente à integridade humana e às relações sociais.

No que se refere a problemática em questão, pode-se tomar como primeiro ponto a ser ressaltado a falta de infraestrutura na grande maioria dos presídios do país. Estes apresentam, em alguns casos, estruturas precárias com celas que possuem animais e insetos que transmitem doenças, como ratos e baratas, sem banheiros para as necessidades e, ainda,  muitos presos ocupam espaços pequenos.Tal deficiência é motivada pela falta de investimentos dos políticos brasileiros, que priorizam ações de caráter imediato, como o aumento do poder aquisitivo de cada governante, em detrimento de projetos de longo prazo, como o melhoramento nas estruturas das cadeias. Isso resulta no aumento da violência entre os presos, desencadeando, assim, fatores que atuam em fluxo contínuo e favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores,como os motins.

Ainda nessa linda de reflexão, é importante mostrar que a decadência no processo de reabilitação ou ressocialização de detentos se mostra como um fator relevante no que concerne  a crise no sistema carcerário brasileiro. De acordo com a pesquisa feita  pelo  O GLOBO, em 2013, revelou-se que 78% dos presos não exercem atividade laboral e intelectual, provocando, assim, alguns tipos de transtornos psicológicos, como o aumento da agressividade e depressão entre os encarcerados,o que agrava mais ainda a situação. Sob essa perspetiva, evidência-se, coerentemente, que está ocorrendo violação dos Direitos Humanos, pois são pessoas as quais estão passando por situações desumanas e não conseguem voltar ao meio civil por motivos de irresponsabilidade dos governantes.

Frente a essas tecidas análises, urge, por conseguinte, a participação da população civil em busca de soluções para tentar selecionar a crise no sistema carcerário brasileiro.Portanto, em um primeiro plano, o Ministério da Justiça deve investir mais na infraestruturas dos presídios em consonância com serviços ou projetos intelectuais que ajudem na reabilitação dos encarcerados. Ainda o mesmo Ministério deve construir novas detenções para evitar a superlotação nas celas.Além disso, a mídia e a Procuradoria Geral da Republica, juntos, podem trabalhar a temática em programas de TV, novelas e campanhas publicitárias.Por fim, a partir dessas ações poder-se-á viver em um país mais ético e cidadão.