Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 02/03/2018
Criador do justiceiro Batman, o cartunista Bob Kane trouxe aos quadrinhos uma enorme prisão: o asilo Arkham, onde o homem morcego prendia os vilões mais perigosos de Gotham. Contudo, com o passar dos anos, o sanatório ficou lotado, o que facilitou a fuga do Coringa. Fora dos gibis, isso é uma realidade no Brasil, visto que a população carcerária cresce e o enclausuramento de criminosos não impede o aumento da violência.
No entanto, presídios de diversos lugares do Brasil abrigam o dobro de detentos em uma cela, em situações precárias infringindo não somente os direitos humanos, como a constituição, pois segundo o Art. 6° da constituição brasileira, revela o direito a saúde e educação da sociedade, no qual os presídios do Brasil não são adeptos, tornando assim pessoas piores do que entraram, com procedência para cometer novos delitos após sua soltura. Além disso, vale salientar a burocracia do sistema judiciário, que em muitas vezes aumenta o tempo de detenção dos réus por atrasos nos julgamentos.
Na série Orange is the new Black, relata o presídio de uma forma romantizada de amores fugazes e paixões, já no livro Só as Mulheres Sangram, mostra realmente a dificuldade vivida por presas brasileiras, mostrando a falta de suprimentos de primeira necessidade, como absorventes e sabonetes.
Portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática, urge que mensagens de ajuda deverão ser transmitidas pelos meios governamentais, como o programa de rádio “Hora do Brasil” visionando doações a serem feitas para detentos e detentas. Urge também o aumento de juízes e defensores públicos a serem contratados pelo Estado para julgar os réus e evitar a superpopulação. Dessa forma, o MEC deverá criar um sistema de palestras e aulas para os presidiários, e cartilhas educativas a serem distribuídas para aumentar a alfabetização e ressocialização dos presidiários, com fito de formar cidadãos de bem de quem o Batman se orgulharia.