Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 16/01/2018

Segundo o DEPEN, o Brasil é o quarto país com o maior número de presos no mundo. Há soluções que podem ser tomadas, todavia, a falta de estrutura e investimentos nas penitenciarias não permitem a reintegração do preso a sociedade.

Vários debates e reuniões são feitos em relação ao sistema prisional brasileiro, contudo, propostas como apuramento de processos não julgados, no qual cerca de 40% dos 600 mil detentos estão em aguardo, acresce ao número de indivíduos nas celas e gera uma superlotação. Aumento no número de profissionais nos presídios, para que grupos como o PCC não se formem e causem rebeliões e mortes como o ocorrido em Alcaçuz, pois além de prejudicar a vida na penitenciaria alguns acabam fugindo e cometem roubos, assassinatos e mantem o tráfico, são fatores que oprimem e amedrontam a população e faz com que não deem uma segunda chance ao acusado mas retomem o pensamento de que “bandido bom é bandido morto”.

Em contrapartida, os baixos investimentos governamentais torna precária a vida nas cadeias nacionais. Contratempos como superlotação, saúde, e má educação aumentam a insatisfação do preso, tal que por falta de oportunidades ao deixar a detenção retorna a visa criminosa. Problemas como superlotação causam rebeliões e favorecem ao tráfico, tanto pela falta de capacitação de agentes penitenciários e boa vistoria nas vistas, como pelo elevado número de indivíduos, ocorrido nos estados de Manaus, Rio Grande do Norte e Roraima. A baixa escolarização é outro contratempo. Falta de cursos profissionalizantes e acompanhamento psicológico não reintegram o preso a vida social e ao mercado de trabalho, contudo esse fator e causa do demasiado número de encarcerados o que torna esses investimentos inviáveis pelo alto custo, com isso o ladrão, assassino e estuprador continuam com o mesmo pensamento, e retornam a sociedade sem oportunidades e veem nesses crimes a única solução.

Em suma, mudanças são possíveis basta o governo investir na educação do detento com a criação de cursos que os levem a serem profissionais. Também cabe ao Ministério Da Justiça apurar os processos não julgados para diminuir os indivíduos presos. Todavia, leis que façam o preso temer antes de cometer os mesmos erros, como pena de morte existentes em muitos países desenvolvidos como EUA, devem ser criadas, pois segundo Maquiavel, é melhor o preso temer a lei, antes de ama-la.