Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 30/10/2017
No livro Utopia, de Thomas Monroe, é descrito um governo que cria ladrões para depois puní-los. Esta análise pode ser aplicada à relação entre o poder executivo e o sistema penitenciário brasileiro. Entretanto, há problemas a serem resolvidos no país como: prisões superlotadas, rebeliões, acesso aos smartphones e drogas. As cadeias superlotadas podem ser encontradas em todos os Estados brasileiros. Segundo o Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias), em 2016, o número de presos era o dobro da quantidade de vagas oferecidas nos presídios. Dessa forma, muitos presidiários veem-se tratados de maneira desumana, e assim provocando motim, colocando a própria vida e de alheios em risco. Nesse sentido, no ano de 1992, houve o Massacre do Carandiru, causando a morte de 111 detentos. Por conseguinte, os prisioneiros sentem-se destratados humanamente e desiludidos de suas vidas, assim tendo em mente que o Estado não se preocupa com maneiras de reinserí-los na sociedade, dando-lhes chances de emprego ou qualificação profissional durante o cumprimento de pena. Ademais, o exarcebado desenvolvimento prisional do país dá-se por meio de facilitadores dentro das cadeias, causando a estadia prisional menos rígida e facilmente induzida a subornos. Dessa maneira, há o favorecimento de presidiários com o fornecimento de aparelhos eletrônicos e drogas ilicitas. Nota-se, pois, necessidade de eficiência governamental para reestabilizar o sistema prisional brasileiro. Portanto, tal estabilidade pode se dar por meio de investimentos do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional), estabelecendo limite de prioneiros por cela e oferecendo ambientes higiênicos para a convivência; bem como fiscalização intensa ao uso de objetos eletrônicos e entorpecentes, assim transformando o ambiente prisional em local seguro e habitável. Ainda há necessidade do MEC (Ministério da Educação) em oferecer cursos profissionalizantes e palestras apresentando diversas áreas profissionais. Dessa forma, aumentando o interesse dos presos em carreiras pós prisão e assim sendo reinseridos à sociedade.