Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 30/10/2017
Cada dia mais em nosso país cresce o clamor da população pelo combate ao crime e em consequência disso fazer mais prisioneiros. Mas será que prender mais é realmente a solução? No sistema carcerário brasileiro, o novo detento, ao invés de caminhar para a ressocialização, apenas serve para duas coisas: ser um gasto para o governo e engordar as facções internas.
Segundo dados de 2014, divulgados pelo Sistema Integrado de Informações Penitenciárias, o Brasil possui cerca de 607 mil presos, sendo que 40% destes aguarda julgamento, logo se houvesse maior agilidade em condenar ou absolver os mesmos poderíamos eliminar um excesso desnecessário de gasto do dinheiro público e acabar com a possibilidade de que estando em reclusão, este detento provisório sofresse influência negativa de detentos permanentes.
De acordo com Valdirene Daufemback, diretora de Políticas Penitenciárias do Departamento Penitenciário Nacional, nós banalizamos as prisões, oque aponta uma séria deficiência por parte do governo na hora de criar e por em prática penas alternativas á reclusão, que por sua vez poderiam aumentar as chances de ressocialização, oportunizando ao indivíduo experiências que pudessem mostrar a ele que existem caminhos diferentes daquele que está seguindo.
Portanto, o Ministério da Justiça deve criar varas espalhadas pelo país especializadas em julgar detentos provisórios, aumenta a agilidade do processo, além do Congresso Nacional conduzir uma reforma no código penal, afim de aumentar a incidência de penas alternativas, como por exemplo serviço comunitário, para crimes leves. As ONG’s, por sua vez, podem atuar em face do ex-detento, facilitando sua reintegração na sociedade de forma a ofertar emprego e acompanhamento psicológico para que o caminho de volta ao meio social seja menos tortuoso.