Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 28/10/2017
Nos últimos anos, tem-se discutido no Brasil as condições desumanas em que vivem os presidiários. Com isso, a falta de infra-estrutura nas celas e a precariedade de recursos básicos nos presídios, tem levado, respectivamente, ao agravamento de conflitos entre grupos organizados e maior dificuldade de ressocialização dos detentos.
Em uma primeira análise, a falta de infra-estrutura nos presídios agrava o conflito entre facções. Nesse contexto, isso se dá pela precária estrutura das celas, as quais presos menos perigosos se juntam à alguma hierarquia - facção - em busca de melhores condições para a sua sobrevivência. Por conseguinte, a penitenciária fica dividida entre facções e, certamente, entram em choque. Como exemplo do fato exposto, temos a briga entre grupos de crimes organizados, no presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte.
Ademais, a falta de recursos básicos interrompe o desenvolvimento do detento. Diante disso, quando um indivíduo é preso, espera-se, com a prisão, a reabilitação do mesmo para que volte a se ressocializar. No entanto, o resultado não é positivo, devido a falta de recursos necessários, como, boa alimentação, alojamento adequado, educação e, fazendo assim, com que ele se revolte e fique ainda mais violento. Logo, verifica-se que é urgente uma maior atenção dos órgãos às penitenciárias. Desse modo, o governo deve investir na extensão de celas e infra-estrutura dos presídios, de modo que o preso não procure hierarquias para sobreviver e, assim, haveria uma diminuição dos conflitos. Outrossim, cabe às secretarias municipais fornecer um maior número de recursos básicos, anteriormente citados, para que o detento tenha uma maior possibilidade de voltar à ser de bem. Outras medidas devem ser tomadas, mas como disse Heráclito de Éfeso: “nada é permanente, salvo a mudança”.