Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 30/10/2017

Especialmente após o massacre de Carandiru, na década de 90, a crise do sistema carcerário brasileiro virou alvo de calorosos debates. Dentre outros fatores, a superlotação e o baixo potencial ressocializador das prisões fazem com que essa realidade represente uma celeuma à efetivação dos direitos humanos no Brasil.

Segundo o autor alemão Goethe, nada mais assustador do que a ignorância em ação. Tal declaração se torna concreta, pelo fato de o sistema prisional brasileiro possuir uma oferta de vagas de 375.892, no entanto, já possui 607.731 prisioneiros de acordo com o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen). Essa superlotação pode facilitar a proliferação de doenças como tuberculose e DST’s.

Além disso, obstáculos enfrentados pelos detentos após adquirirem liberdade ainda são muitos. A principal dificuldade enfrentada por esses indivíduos é ingressar no mercado de trabalho, pois além da marca de ex-presidiário, a maioria deles não possuem ensino fundamental completo e nem experiência profissional, sendo praticamente impossível serem admitidos em algum emprego.

Portanto, para melhorar o sistema carcerário em nosso país medidas devem ser acionadas. Logo, necessário que o governo compreenda que para diminuir o problema carcerário, deve-se investir em políticas públicas voltadas não somente à execução penal, mas também nas áreas de educação, saúde, segurança, habitação e geração de emprego. forma de diminuir as desigualdades sociais existentes na sociedade, para que todos tenham mais oportunidades e para que ao término do cumprimento da pena o preso encontre o apoio necessário para refazer sua vida de forma digna.