Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 26/10/2017

Já não há dúvidas de que o sistema carcerário brasileiro não atende a demanda prisional e nem promove a reinserção dos indivíduos na sociedade. De fato, a população e o governo concordam que algo deve ser feito, mas a falta de atitude do Estado, mesclado à polarização da opinião pública impedem que novos caminhos sejam traçados. É preciso, então, colocar essa pauta em destaque para que soluções efetivas sejam definidas.

Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que ao longo de toda a história o brasileiro foi violentado como forma de punição. Porém, assim como a morte de Filipe dos Santos na revolta de Vila Rica pela coroa portuguesa não impediu que novos levantes acontecessem, o uso de torturas em presidiários também não leva a uma diminuição da violência nas ruas.

Nesse sentido, brasileiros enchem as redes sociais com polarizações a respeito da redução da maioridade pena, ou então defendendo a tese de Rousseau, de que a sociedade é que corrompe o homem bom. Tal cenário é reflexo da falta de educação social, política e convivência em comunidade.

Contudo, urge maior integração entre Estado, comunidade e agentes de saúde a fim de traçar um mapa dos maiores desafios desse setor. Com tal levantamento, diversas medidas podem ser tomadas, como reforma do sistema, privatização das unidades prisionais e tentativas piloto baseadas em casos internacionais de sucesso. Só assim pode-se transformar a enorme população carcerária brasileira em indivíduos ativos no mercado de trabalho, de estudos ou até empreendedorismo.