Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 27/10/2017

Hannah Arendt, influente filosofa do século XX, escrevendo sobre as atrocidades da Alemanha nazista propôs para o mundo o conceito de “banalização do mal”, conceito este que é uma boa definição para o que ocorre nos “campos de encarceramento” existentes no Brasil. Diante deste cenário hostil, por conseguinte, fica perceptível a resignação tanto da sociedade, quanto dos próprios detentos perante as medidas punitivas desestruturadas e ineficazes acometidas às prisões brasileiras.

Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que a lentidão do sistema judiciário, análoga a falta de defensores públicos, viabiliza a violação ao princípio da inocência. Mais de 40% dos detentos ainda não foram ao menos condenados, e submetidos à falta de higiene básica, celas superlotadas e o contato direto com presos de diver