Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 23/10/2017
Em teoria, o sistema carcerário deveria ser o espaço ao qual pessoas que cometeram crimes fossem privadas de liberdade para que se arrependessem de seus atos. Porém, o que se tem de fato no Brasil são ex-presidiários cada vez mais violentos e com histórico reincidente, evidenciando a necessidade de haverem debates acerca do atual sistema prisional e seus efeitos na contemporaneidade.
Primeiramente, o ambiente ao qual os presos são expostos é completamente opressor. As regras orais de convivência criadas entre os internos em meio a superlotação e péssimas condições de higiene pessoal facilitam para que reproduzam agressividade e hostilidade entre si como forma de sobrevivência, o que os tornam mais inaptos para a convivência fora das celas.
Além disso, a descrença da população na forma de atuação do governo em relação ao sistema penitenciário faz com que libertos tenham maior dificuldade em conseguir emprego. A falta de maior investimento na estrutura como um todo por parte do poder público faz com que a população não acredite no poder de mudança dos libertos. Este cenário aliado a condições de vida e propostas de dinheiro ilícito o impedem de ser reinserido de forma eficiente na sociedade e auxiliam para que o mesmo se torne reincidente.
Nesta perspectiva, portanto, é evidente que o sistema carcerário brasileiro precisa de mudanças. Dentre elas, o governo deve efetuar reformas nas unidades penitenciarias de modo a amplia-las e a humaniza-las como também na construção de novas unidades em regiões com situação precária. ONGs em apoio ao governo devem, por meio de projetos sociais e acompanhamento psicológico, estimular os presos a contribuírem de alguma forma com as comunidades para que ambos aprendam a conviver melhor entre si. Estes podem ser os pontapés iniciais para que os libertos abandonem de fato a vida de crimes e se tornem cidadãos de bem.