Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 23/10/2017
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Dito isso, é notório que a educação no processo de ressocialização de detentos é positivo para os mais de 622.202 presos e também, para toda a sociedade brasileira, pois, auxiliaria no melhor controle dos policiais com os presos.
É evidente que o sistema carcerário do Brasil é falho. Exemplo disso são os inúmeros casos que aparecem na mídia sobre entrada de celulares e armas nas prisões. Ademais rebeliões em presídios, em que 134 detentos foram mortos no início do ano, escancaram as condições degradantes atrás das grades. Ou seja, o quadro de polícias militares do país está corrompido e mal preparado, sejam os agentes ou os soldados do mesmo.
Além disso há a superlotação dos presídios. Uma das razões desse problema no Brasil é a morosidade em julgar presos provisórios. Em número os presos provisórios são 221 mil, cifra compatível como déficit de vagas no sistema, que gira e, torno de 250 mil. Ou seja, a saída de de um número significativo de presos provisórios da prisão diminuiria a superlotação nos presídios, e também aumentaria o poder dos policiais e agentes que controlam os presos nas cadeias.
Destarte, fica claro que medidas devem ser tomadas para resolver o problema. A adoção de atividades, educação e trabalho para os presos, já garantido pela lei de execução penal se mostram positivas na resolução do embate. Ademais varreduras em operações conjuntas da força nacional com as forças armadas para retirar celulares, drogas e armas no presídio é também uma ação positiva.