Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 22/10/2017
Sabe-se que o Brasil é um país de alta desigualdade social e esse fato é um dos motivos para o agravamento da criminalidade nas cidades e consequentemente, a superlotação dos presídios. Sendo assim, o escritor Graciliano Ramos, na obra memórias de um cárcere, relatou o dia-a-dia difícil e problemático de um detento brasileiro. Dessa forma, é importante se atentar aos desafios que a sociedade carcerária passa para elaborar possíveis soluções para sua ressocialização.
Em primeiro lugar, é importante considerar as condições desumanas em que os detentos se encontram. Baseado na música, o diário de um detento dos Racionais Mc’s, percebe-se como é o cotidiano de um detido, explícito no verso: “o ser humano é descartável no Brasil, como modess usado ou Bombril.” Dessa forma, entende-se que o sistema de punição não funciona com o objetivo de ressocialização, o que acaba sendo um problema quando o preso é solto.
Ao avaliar os fatos mencionados, é válido refletir sobre a eficiência do funcionamento atual dos presídios. De acordo com o site G1, 80% dos presos voltam a cometer crimes, após serem soltos. Além disso, sabe-se que esse resultado advém do desinteresse governamental em investir em políticas públicas e psicólogos que auxiliem esses detentos e os ressocializem. Então, vê-se a necessidade de se repensar na forma de punição, bem como sua estrutura.
É imprescindível, portanto, a ação do governo com investimentos que vão além da extensão de presídios. É extremamente necessário, que ele vise a saúde mental dos detentos, a partir de contratos com psicólogos especializados no assunto, a fim de fazê-los entender a vida em sociedade. Ainda visando o psicológico, é crucial a ação das ONG’s com palestras engajadas na temática, objetivando mostrar outros caminhos e oportunidades além da vida no crime. Somente assim, o dia-a-dia dessas pessoas serão de aprendizado e não voltarão mais para a vida no crime, após a liberdade.