Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 27/10/2017
Especialmente após o massacre de Carandiru, na década de 90, a crise do sistema carcerário brasileiro virou alvo de calorosos debates. Dentre outros fatores, a superlotação, os maus-tratos e o baixo potencial ressocializador das prisões fazem com que essa realidade represente uma celeuma à efetivação dos direitos humanos no Brasil.
Primeiramente, vale ressaltar que de 2005 há 2017 a população carcerária dobrou. Isso ocorreu pela ascensão do narcotráfico e pela política falha do governo em combate as drogas. Tal fato se torna ainda mais alarmante ao saber que o Brasil possui a quarta maior população carcerária mundial, deixando evidente a falta de preparo do governo em reintegrar eles na sociedade.
Ademais, a falta de investimento nas prisões faz com que os presidiários vivam em péssimas condições de vida. De acordo com o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), aponta que o sistema prisional brasileiro possui uma oferta de vagas de apenas 375.892, no entanto, tem 607.731 presos. Isso mostra que há uma superlotação nas cadeias o que facilita a proliferação de doenças como tuberculose e DST, e dificulta a reintegração dos presidiários na sociedade.
A fim de solucionar esse impasse, é necessário a mobilização de agentes como o Governo Federal. Segundo Paulo Freire se a educação não pode mudar a sociedade tampouco sem ela a sociedade muda. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve planejar por meio de cursos técnicos, aulas de línguas estrangeiras e leitura de livros a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, mudando assim o fato de a sociedade achar que bandido bom é bandido morto.