Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 20/10/2017

Um sistema que alimenta o crime

O sistema penitenciário brasileiro está em contínua crise. A superlotação dos presídios é uma das maiores causas desse problema. Ademais esse cenário tem por consequência a falta de segurança, de higiene e, de fiscalização nas penitenciárias de todo o território canarinho.

Dados de um levantamento produzido pelo Departamento Penitenciário Nacional revelam que o número de presos no Brasil, aumentou 168% de 2000 a 2014 e assim, passou a ter uma superlotação permanente. O aumento da criminalidade e, principalmente o não cumprimento do papel de ressocialização fortalecem o crime. Além disso, presídios com estruturas precárias e em menor número que a demanda são as principais causas da superlotação e consequente crise no sistema.

Portanto, o estado precário e a superlotação das penitenciárias brasileiras acabam por ter como consequência um número insuficiente de agentes penitenciários, ocasionando fugas e rebeliões com maior facilidade. Ademais, a proliferação de doenças pela falta de higienização é constante nesses locais. O consumo e a comercialização de drogas é muito presente no sistema. No Carandirú, em São Paulo, houve uma das maiores rebeliões e imunidades prisionais, devido à tais condições.

Em suma, visando solução para a superlotação, que é a principal causa da crise do sistema penitenciário, cabe ao governo agir em prol dessa causa. Deve assim, existir maior investimento do poder Executivo, e leis que proporcionem esse aumento, em construções de unidades prisionais, assim como a contratação de mais agentes penitenciários. Profissionais devem ser disponibilizados nesses locais para promover programas e palestras de ressocialização nos presídios, inserindo os mesmos de volta à sociedade.