Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 19/10/2017

No começo do ano de 2017, presenciamos o segundo maior massacre no Brasil desde a chacina no Carandiru. Ao todo foram 56 mortos na rebelião que ocorreu em um presídio em Manaus. Mesmo o ocorrido tendo como motivo uma briga entre facções, é importante darmos ênfase para o descontrole do estado tanto quanto para garantir a segurança dos presos como a do servidor público que trabalha no presídio.

Conforme o número de presos aumenta, fica nítido que muitas penitenciárias do Brasil não estão aptas para receber grandes números de presos, e torna-se evidente a falta de estrutura e higiene que os presidiários vivem.

A superlotação trouxe à tona a falta de segurança nas penitenciárias, o que acaba gerando uma insegurança na população, principalmente aqueles que moram próximos à delegacias e presídios. O que já era uma tarefa difícil para agentes penitenciários de conter o excesso de presos, fica mais difícil sem uma garantia do Estado. Além disso acaba se tornando mais difícil ressocializar os presos na sociedade, que na maioria dos casos voltam a cometer crimes.

Tendo em vista tais problemas, é necessário cobrar que o Estado invista na construção de novos presídios e também em reformas para os atuais. Sem esquecer da importância na capacitação de funcionários públicos que operam em presídios, tanto como agentes de seguranças aos agentes da saúde. Por fim, o Estado deve investir em cursos profissionalizantes e educação nos presídios, pensando em uma ressocialização dos presos à sociedade.