Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 16/10/2017
É inegável que o sistema carcerário brasileiro possui sérios déficits. O país é a quarta nação no mundo em número de presos e segundo estatísticas a quantidade pode aumentar. Isso se dá por fatores sociais e políticos que contribuem para o decaimento das prisões, as fazendo não exercerem seus papéis na sociedade.
Após a abolição da escravatura, nenhuma medida de inserção do negro na sociedade foi criada, deixando essa população, até os dias atuais, na marginalidade. Apesar de terem se passado 128 anos dela, ainda é possível sentir os impactos de um abandono a um povo. Segundo o jornal Carta Capital, 70% dos presos no Brasil são negros e 54% são jovens entre 18 e 25 anos, mostrando que a falta de uma forte base estrutural, como o acesso à educação, os leva a cometer crimes.
Os presos no país não possuem uma boa qualidade de vida. De acordo, com o jornal O Globo, em celas que deveriam ter 10 pessoas, há ao menos 16. A falta de acesso à saúde e alimentação fazem com que diversos detentos adoeçam e até morram. Se houvesse uma boa gestão nas penitenciárias e investimento para criação de novas, a situação dos presos seria diferente. Há corrupção dentro das cadeias, segundo O Estadão, algo que impossibilita a melhora da condição do prisioneiro.
É imprescindível que, diante dos argumentos expostos, o Poder Legislativo crie leis que insiram a população negra na sociedade, fazendo-a ter acesso à educação e saúde, algo que pode diminuir a significativa quantidade de negros nos presídios. Ademais, o Poder Judiciário poderia fiscalizar as penitenciárias, impedindo de haver corrompimento nesse tipo de instituição. Sendo assim, as cadeias no Brasil poderiam exercer seus papéis: reabilitar um ser para a sociedade.