Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 16/10/2017

O Brasil iniciou o ano de 2017 de uma forma muito conturbada e violenta, provocando uma preocupação que há muito tempo estava abandonada: O sistema carcerário brasileiro. No mês de janeiro deste mesmo ano, foram registradas mais de 130 mortes envolvendo presos de facções criminosas, dentro dos presídios de diversas regiões brasileiras, dentre elas, o norte, o nordeste e o sudeste do país, apresentando maiores índices de presos e registros de mortes.

O país hoje ocupa rankings desagradáveis e prejudiciais aos cidadãos brasileiros. É o oitavo país com maior taxa de desigualdade social, está entre os países mais violentos do mundo, ocupa o terceiro lugar de população carcerária feminina, e o quarto maior em população prisional, com mais de 620 mil presos, comprovando o descaso e o déficit em políticas públicas.

Os fatores que comprovam estes dados se encontram enraizados desde o nascimento dos indivíduos infratores. O perfil de um presidiário é descrito por indivíduos com baixa escolaridade e com oportunidades de empregos indisponíveis. A maioria destes são negros, jovens entre 18 a 29 anos, e mulheres em sua maioria mães solteiras. Todos estes veem no tráfico a oportunidade de melhores condições de vida.Outrossim, a morosidade de justiça contribui para a superlotação dos presídios, onde 40% destes são presos provisórios, contribuindo para a interação de presos menos perigosos com detentos de alta periculosidade e sua associação à facções.

Portanto, para solucionar o problema, pode-se criar, através de órgãos governamentais aliados à sociedade e veículos de disseminação,  mutirões de julgamentos para combater a morosidade, reduzindo a taxa de presos provisórios. Além disso, o investimento em áreas que contribuam para o desenvolvimento social e cultural tanto da população presidiária quanto aos cidadãos livres, possibilitando educação de qualidade e a reinserção do indivíduo ao mercado de trabalho, contribui com a redução de infratores,e possibilita  a integração dos indivíduos de forma igualitária na sociedade.