Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 16/10/2017
Os três episódios de mortes de presos fruto de brigas entre facções rivais nos presídios do Norte do Brasil no início de 2017, mostram a gravidade da crise no sistema carcerário do país. A notícia, foi bastante repercutida pelas mídias e reacendeu o debate de mudanças no sistema prisional. Mas, apesar de toda esta fatalidade, pode-se analisar que esta problemática está longe de ter um fim.
Pesquisas mostram que, o Brasil possui uma das maiores populações carcerarias do mundo e a cada ano esse número só aumenta. O filósofo e matemático grego Pitágoras em sua celebre frase já alertava “eduquem as crianças, para que não seja necessário punir os adultos” em um país na qual a educação não é prioridade e a que é oferecida deixa a desejar, assim como, em muitos os casos a falta de apoio/ estrutura familiar e aparato do governo contribuem para que muitos jovem entrem pro mundo do crime. O fim, em muitos os casos é a prisão para pagamento de pena. O problema é que em muitas das cadeias espalhadas pelo país não estão preparadas pra receber grande quantidade de detentos, gerando assim a superlotação acarretando em conflitos como os ocorridos no início do ano na qual resultou na morte de mais de 100 presidiários.
Além disso, outro fato que contribui para a superlotação das cadeias é a lentidão da justiça. São muitos os casos, que o acusado passa vários anos na cadeia sem ser antes julgado. A falta de defensor público agrava essa situação, pois a maior parte dos presos são pobres não podendo pagar um defensor.
Portanto, essa situação só poderá ter um fim quando a educação for prioridade merecendo assim mais investimento do Ministério da Educação. Assim como o Ministério da Justiça também investir também em medidas para diminuir a superlotação dos presídios como em concursos para mais defensores público somando a isso o investimento em medidas de reassociação dos presos para que ele possa ser novamente integrado a sociedade e não venha a cometer mais delitos.