Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 16/10/2017

O sistema carcerário no Brasil deixou sua eficácia de lado há muito tempo, tendo como primórdio presídios superlotados e em péssimas condições que, consequentemente, retiram a intuição da recuperação psicológica e social dos presidiários, que também não possuem o mínimo de segurança e acesso a uma boa saúde mesmo tendo essas como direito.

Por ser considerado o quarto país detentor da população carcerária mundial, é possível enxergar a precariedade no sistema prisional brasileiro, que por também não dispor de um suporte para a sustentação desse, põe em risco a saúde dos detentos que possuem o risco de contração de doenças como HIV e tuberculose 38 vezes maior que um liberto, de acordo com a Infopen.

O cenário apresentado possui, principalmente, uma ideia desesperançosa para um futuro dos ali presentes. O que deveria ser um local de reaprendizagem e reabilitação psicológica e moral, se torna um ambiente de miséria e ignorância que influencia na restauração dos seus detentos.

Deixando de lado a afirmação do filósofo e matemático grego, Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”, o Governo investe mais no mantimento de um presidiário que de um estudante, de forma que ambos itens deixam a desejar.

É imprescindível, portanto, uma maior dedicação à reforma psicológica para os detentos, podendo ser iniciada pelo Governo ou Estado, com a inclusão de tratamentos com o auxílio de pessoas capazes de exercer esse trabalho nos presídios em geral, como psicólogos e psiquiatras, para que seja dada uma maior importância à reabilitação dos que ali resultaram. A educação se faz mais necessária quando jovens, para que esses cresçam com a noção de que esta não é a vida desejada e sonhada pelos próprios, então faz-se necessário maior investimento nas escolas, com a capacitação dos professores presenciais não só para as aulas conteudistas, mas também, reflexivas. Dessa forma, ainda carecendo a existência carcerária, podemos garantir um avanço para os ali presentes.