Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 13/10/2017

Fora da lei

Inicialmente as prisões foram criadas com o propósito de deter um indivíduo que descumprisse a lei como forma de punição. Buscando atender as necessidades básicas de um infrator. Mas a verdade é que nenhum presídio possui estruturas adequadas para os seus detentos encontrando-se em condições desumana com violência e superlotação.

Quase 60 mil pessoas encontram-se encarcerados em delegacias, pois as penitenciárias e cadeiões não comportam e não dispõem de infra-estrutura adequada. Atualmente vive-se uma situação de pré-civilização no sistema carcerário que estão em condições desumanas sendo um local de tortura física e psicológica. Se encontrando em péssimas condições de higiene. Aumentando a proliferação de doenças nas celas e maus tratos. A superlotação também se dá por conta que muitos presos que já poderiam estar soltos continuam na cadeia gerando uma superlotação.

Segundo a legislação cada detento deveria ter cela individual e área minima de 6 metros quadrados. Mas a realidade é outra, nos presídios tem um verdadeiro amontoamento de presos, onde ficam apenas contidos. Quanto mais detentos forem presos mais perigosos, desestruturados, e sem condições de trabalhar, devido aos maus tratos sofrido, a falta de acompanhamento educacional, mental a falta de oportunidades-lhes reserva basicamente uma única opção voltar a infringir a lei. É como se a sociedade o empurrasse novamente para o mundo do crime.

Um tratamento bom e digno ao preso, proporcionando-lhe trabalho e educação, além da inserção no mercado de trabalho, é uma forma de combater o crime. A redução de condenações por crimes classificados como insignificantes, ao invés de ser preso o detento pode pagar a vítima valores que variam de acordo com que ele possa pagar e realizando trabalhos voluntários. Muitas vezes a vítima não está interessado na prisão dele, mas sim uma forma de compensação.