Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 08/10/2017

A Revolução Industrial, ocorrida inicialmente na Inglaterra durante o século XVIII e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimento dos valores humanos essenciais. Tal prática reflete diretamente na atitude de estigmatização da sociedade e no baixo investimento do Estado no sistema carcerário brasileiro.

Segundo o Forúm Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), as mortes em presídios no Brasil em 2017 já ultrapassaram o massacre do Carandiru. É necessário rever e abandonar a política de enfrentamento da criminalização e do encarceramento como solução dos problemas de segurança pública. Bem como é emergente o Estado perceber que o caminho da guerra e do enfrentamento direto está fadado ao fracasso.

De acordo com o sociólogo Pierre Bordieu, a violação dos Direitos Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está sobretudo na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana ou de um grupo social. Visto que a ressocialização é essencial durante o período em que o indivíduo estiver cumprindo sua condenação, uma vez que isso possibilitará um futuro mais promissor quando estiver livre do encarceramento.

Frente a essas demandas, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas, tornando urgente mudanças para o sistema carcerário tanto no posicionamento do Estado, bem como nas iniciativas privadas. É importante pontuar referente a implementação de políticas públicas pautadas nos Direitos Humanos para projetos de reeducação e ressocialização dos detentos. Consequentemente, as empresas deveriam ter incentivos para recolocação profissional desses cidadãos que precisam recomeçar e ter meios de sustento quando estiver inserido novamente na sociedade.