Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 07/10/2017

Em janeiro desse ano, diversas rebeliões em presídios brasileiros causaram centenas de mortes, chamando a atenção da população para a gravidade dos problemas do sistema carcerário no Brasil. Embora esse episódio tenha sido parcialmente controlado, a superlotação, a falta de segurança e as situações precárias dentro dos presídios  continuam sendo questões latentes não resolvidas.

Nesse contexto, é importante salientar que, segundo o conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público, cerca de 40% da população carcerária corresponde a presos provisórios, onde 40% destes serão absolvidos ou cumprirão pena em regime aberto. Esses dados revelam a morosidade da justiça como um dos fatores para a condição de superlotação carcerária, gerada pela carência de defensores públicos e  de agentes da justiça.

Além disso, o Estado tem altos custos por preso e ainda assim não consegue manter um padrão de qualidade e segurança. Diante disso, a privatização de presídios proporciona infraestrutura adequada e monitoramento efetivo assegurando melhores condições aos carcerários, sem, necessariamente, envolver eventuais prejuízos ao governo público. Ademais, isso incentivaria empresas a utilizarem mão de obra carcerária, já que o maior controle dos presídios privatizados aumenta sua credibilidade.

Sendo assim, é indispensável a aplicação de medidas que prevem a segurança dos presidiários bem como a agilidade da justiça pública. Posto isso, cabe ao Ministério da justiça a iniciativa de aplicar novos concursos para defensoria pública e o judiciário, assim como também a privatização dos presídios, melhorando, dessa forma, a questão da morosidade dos processos e a qualidade do controle nos presídios.  Além disso, cabe aos cidadãos cobrar do Estado essas melhorias, evitando novos rebeliões trágicas. Somente assim, com a ação conjunta entre população e poder público, é possível viver em um país mais plural e evoluído.