Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 07/10/2017
Na obra “Memórias do Cárcere”, o autor Graciliano Ramos - preso por ter feito críticas ao Estado Novo-relata os maus tratos e da falta de humanidade na rotina carcerária. Essas características, ainda, é comum no sistema prisional brasileiro do século XXI. Para entender melhor essa realidade, alguns fatores são cruciais: o preconceito social em relação aos detentos e a falta de investimento por parte do poder público em reeducar os presidiários.
Em primeira análise, a população brasileira possui uma vasta dificuldade em aceitar que ex-presidiários possam mudar por meio da educação. Esse pensamento remoto revela o desconhecimento que existe do montante que é gasto com um preso em relação ao valor simples empregado a um estudante, pois se soubessem que a disparidade de gastos é enorme, provavelmente seriam a favor da educação. Segundo a G1 boa parte dos presos encontram recursos educativos para mudar o seu futuro, a fim de enturmarem mais uma vez na sociedade.
Além disso, outro fator relevante é a reduzida ação do Estado frente ao problema. Conforme o antropólogo Darcy Ribeiro " A educação é o melhor caminho para reduzir a criminalidade", frase essa que não tem sido demonstrada pelo poder público do Brasil, já que a maioria dos presídios não possui salas de aula e nenhum tipo de acesso didático. O governo, em vez de investir nessa área, opta, simplesmente, pela construção de novos espaços de detenção, o que contribui para o aumento e persistência da criminalidade.
O governo, portanto, deve priorizar políticas públicas para segmento social, como na criação de novas salas de aula e ampliação de bibliotecas, disponibilizando livros didáticos aos detentos, no intuito de eles enriquecerem o seu conhecimento. As instituições de ensino, em parceira com a família, deve promover debates e seminários, com fito de consolidar valores éticos e morais entre os indivíduos. Vale salientar da atuação impecável da mídia, com exibição de filmes, novelas e propagandas, com o objetivo de comover o público-alvo a mudar a sua visão preconceituosa em relação aos detentos, e assim o telespectador perceber o quanto a educação pode servir de mecanismos para mudar a vida social dos presidiários. Outras medidas devem ser tomadas, pois conforme o sábio Oscar Wilde " O primeiro passo é o mais importante na evolução do homem ou nação".