Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 06/10/2017
No meio do caminho tem…
Superlotação, facções, mortes. Essa mazelas são características da atual conjuntura carcerária no Brasil. Conforme Carlos Drummond, que em seu famoso poema faz referência a uma pedra, a qual o angustia e impede sua progressão, a baixa taxa de sucesso do sistema prisional no país revela as mesmas preocupações para o desenvolvimento da sociedade. Observa-se, para tanto, dois fatores importantes que devem ser interpretados : o quadro higiênico e a falta de oportunidade.
Em primeira análise, cabe pontuar as condições sanitárias perversas presentes nos presídios . Em suma, a pouca disponibilização de verba, a qual, implicitamente, está ligada a um desinteresse por parte dos políticos - “timoneiros” da maquina estamental, contribui para degradação e putrefação das celas e consequentemente para a proliferação de vetores e doenças, evidenciando uma mazela a ser resolvida. Uma prova disso, de acordo com o documentário “Sistema Carcerário Brasileiro”, é o aumento de 1000% e 2800% de se contrair respectivamente HIV e tuberculose dentro das prisões .
Ademais, convêm frisar que a reincidência do preso no Brasil é acima dos valores aceitáveis. Sob tal ótica, quando Albert Camus, escritor argelino, afirma que se houver falhas na conciliação entre justiça e liberdade, haverá intempéries de amplo aspecto, corrobora a ideia de que no Brasil há um abismo entre a Lei escrita e a praticada. Assim, detentos que deveriam ser ressocializados na prisão não recebem incentivo por parte do Governo e voltam a praticar infrações, formando um processo análogo a um ciclo biogeoquímico, o qual não tem fim. No entanto,como resultado direto das facções prisionais, a pessoa volta para a sociedade progressivamente mais prejudicial a harmonia social .
À luz do exposto, por conseguinte, verifica-se os impasses do sistema carcerário. Contudo, medidas podem ser tomadas para atenuar tal problemática, para se ter a revalorização da vida do preso, o Ministério da Saúde, em parceria com os Hospitais particulares, devem criar planos sanitários para combater as doenças mais recorrentes por meio de disponibilização de médicos e verba, para que esses possam ensinar as medidas profiláticas aos detentos. Outrossim, para a quebra do circulo vicioso é necessário um maciço investimento, da União, em estratégias de reinserção social através da educação - fornecendo bibliotecas e saraus, como também nos postos de trabalho fora do presídio.Permitindo, por fim, a retirada da pedra do caminho brasileiro.