Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 08/10/2017

Em tempos de supercapitalismo, profundas mudanças ocorreram nas relações sociais, problemas como a criminalidade e a insegurança ganham ênfase cada vez maior. Nesse contexto, o déficit no sistema carcerário brasileiro colabora para que os presídios continuem lotados e a violência diária permaneça sem perspectiva de redução. Diante disso, a educação é a principal formadora dos valores ético-morais de um indivíduo e uma importante aliada na busca por soluções.

Com o advento da globalização, o tráfico de drogas e armas torna-se crescente e consequentemente  aumentam os índices da criminalidade- uma maior ocorrência de homicídios-. Com isso, a forma de “punição” mais recorrente no Brasil é o cárcere, ocasionando a superlotação dos presídios, composto atualmente por mais de 500 mil detentos com uma grande parcela dos mesmos esperando o julgamento. É alarmante a deficiência no sistema carcerário, falta segurança as populações dentro e fora dos presídios, a falta de preparo de algumas empresas terceirizadas que prestam serviços as penitenciárias e também dos funcionários públicos tem levado a ocorrência de acontecimentos que deveriam ser evitados. Tais como, rebeliões, uso de aparelhos eletrônicos e armas pelos detentos e no mais recente, até uma criança escondida no estrado da cama de um estuprador.

É preciso frisar que em meio a tantas prisões não tem ocorrido diminuição nas taxas de violência, não existem resultados positivos sobre a forma de punição usada no país. Entretanto, pesquisas indicam algo que pode ajudar na busca por resultados positivos, segundo a USP(Universidade de São Paulo) a cada investimento de 1% na educação, 0,1% do índice  de criminalidade é reduzido. Isso mostra que a educação tem enorme capacidade de fazer do individuo um ser pensante, questionador, interessado em buscar condições legais e seguras de sobrevivência. Aumentando o número de crianças, adolescentes  e jovens inseridos na escola e na universidade haverá uma redução na taxa de homicídios, por consequência reduziria a população carcerária.

Contudo, a adoção de medidas preventivas como: a correta observância e aplicação da lei são essenciais para uma maior eficiência no sistema carcerário. Assim como uma ação conjunta do Estado e da família, incentivando o jovem a permanecer nos caminhos da educação- da educação infantil ao ensino superior-, investindo em uma melhor capacitação dos profissionais de ensino para haver uma forma de aprendizagem mais dinâmica/interativa e eficiente obtendo melhorias para as unidades educacionais  do país. Com os devidos investimentos, serão paralelamente reduzidos gastos com saúde e segurança, melhorando a qualidade de vida da população.