Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 06/10/2017
Vida de um cárcere
À medida que a criminalidade aumenta, o sistema carcerário brasileiro torna-se cada vez mais falho. Na obre “Memórias de um cárcere”, o autor Graciliano Ramos relata os maus tratos e a falta de humanidade na rotina prisional. Hoje, o sistema prisional brasileiro continua sendo visto como símbolo de torturna. Desse modo, rever a situação a qual o preso está submetido é indispensável para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
Precipuamente, a má infraestrutura das cadeias faz com que os presos travem uma luta pela sobrevivência. A superlotação e a deterioração das celas provém a inexistência de subsídio. Ademais, tal condição supre a visão de Rousseau de que o homem é fruto do meio. Porém, se esse olhar não for combatido, ao final da pena o indivíduo terá dificuldade para se reintegrar na sociedade podendo, inclusive, voltar para o crime.
Além disso, é explicito a negligência às condições do público feminino. A jornalista, Nana Queiroz, autora do livro “Presos que menstruam”, relatou a realidade de detentas que recebem tratamento igual entre genêros, sendo excluídos os cuidados de uma mulher, como: absorventes, remédios para cólica e consultas com médicos ginecologista.
Em suma, a maneira que os cidadãos são tratados nas penitenciárias fere os direitos humanos e, por isso, mudanças fazem-se urgentes. O governo deve investir na expansão das cadeias para evitar a superlotação e introduzir penas alternativas relacionadas ao uso de drogas e crimes hediondos para permitir a reinserção social dos presos, por meio de educação e assistência à súde. Além de, é claro, adotar acompanhamento psicológico para trabalhar na insegurança dos ex detentos, Através das medidas substanciais acima, garantiríamos que as condições das pessoas privadas de liberdade não fossem enfrentadas de forma desumana.