Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 05/10/2017
Na contemporaneidade, a celeuma sobre os problemas do sistema carcerário brasileiro vem indiscutivelmente tomando espaço na sociedade pós-moderna. Isso se deve, sobretudo, à falta de capacitação de agentes penitenciários, à superlotação de presídios e à escassez de penas alternativas, modificando drasticamente o futuro dos presidiários e interferindo de modo significativo no aumento de crimes cometidos no brasil. Todavia, torna-se imprescindível a discussão e enfrentamento dessa problemática, permitindo a realização de mudanças eficazes e peremptórias.
Nesse contexto, a superlotação das celas, sua precariedade e insalubridade, tornam as prisões um ambiente propício à proliferação de epidemias e ao contágio de doenças. Além disso, vê-se que a prática de penas alternativas no Brasil, ainda constituem pequeno espaço nas penitenciaria. Desse modo, a educação como forma de ressocialização é desvalorizada. Nesse ínterim, os estereótipos criados pelos meios de comunicação sensacionalistas auxiliam no preconceito e desvalorização, servindo de modelo para a população que anseiam pela diminuição da maioridade penal.
Ademais, o atraso do judiciário no julgamento dos processos, torna a prisão uma escola do crime, auxiliando de forma significativa no retrocesso dos indivíduos e facilitando a pratica de crimes mais sérios. Outrossim, a falta de treinamento dos agentes penitenciários e a constante violência durante a detenção, estimulam a rebeldia e auxilia no retorno nos indivíduos a prisão.
Segundo o filósofo René Descartes, não existem métodos fáceis para solucionar problemas difíceis. Portanto, vê-se necessário que o estado disponibilize maior parte dos impostos brasileiros para a reestruturação de penitenciarias, revitalizando a infraestrutura e buscando na educação uma forma de redefinir o rumo dos detentos. Desse modo, psicopedagogos devem desenvolver métodos didáticos diferenciados, com o objetivo de ressocializar os presos e apresentam uma alternativa distinta ao crime. Além disso, a escola como formadora de cidadãos de bem, deve promover debates e palestra acerca das condições das cadeias brasileiras, buscando soluções e fomentando a importância da educação na ressocialização das pessoas.