Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 04/10/2017

Tentativa de retornar à sociedade

Em “Memórias do Cárcere” de Graciliano Ramos, relata maus tratos no presídio durante o Estado Novo, como a falta de humanidade. Atualmente, não se vive um sistema opressor, entretanto, a metodologia carcerária parece estar estagnada em tempos ditatoriais, como as más condições enfrentadas no cárcere que faz com que muitos saiam mais revoltados do local do que quando entraram, além da falta de apoio à reinserção social.

O número de detentos aumentou muito nos últimos anos, sendo o Brasil o 4º país que mais prende, segundo a Revista Veja. Conforme ratifica Valdirene Daufemback (ex-diretora do Departamento Penitenciário Nacional), vive-se em uma sociedade que não se preocupa com o futuro do preso, mas com o passado desse. Dessa forma, muitas pessoas não defendem a integração no convívio social com ex-presidiários, pois se eles realizaram um crime poderão fazer novamente. Contudo, esses podem estar cometendo essas atrocidades de novo, porque quando saem da cadeia são excluídos da sociedade, logo, entendem que esse é o único caminho a seguir.

Além disso, uma parte da população defende penalidades severas, como pena de morte, para a redução da criminalidade. Não obstante, para pesquisadores americanos especialistas no tema, executar detentos não tem impacto nos níveis de penalidades, afinal nas atrocidades mais violentas os agressores, normalmente, não se preocupam com a pena.

Em vista disso, deve-se fazer uma reformulação na forma de tratar a criminalidade no país não com penalidades cruéis, mas por meio de ações que possam reinserir o prisioneiro na sociedade, como o presidiário trabalhando no cárcere, plantando seus próprios alimentos, preparando-os e limpando o local. Ademais, o governo poderia disponibilizar vagas de emprego para ex-prisioneiros para que esses possam ter um trabalho digno e possam voltar a sociedade. É necessário que as penitenciárias adequem o número de preso ao que o local suporta para que não haja super lotação e más condições para os detentos. Outrossim, eles têm que ter apoio psicológico, para que possam contar o motivo pelo qual seguiram esse caminho, e se for necessário, sejam tratados. Com uma sociedade pensando no futuro dos presos é possível que essa criminalidade diminua.