Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 04/10/2017
Injustiça por injustiça
O país não consegue lidar com a quantidade de presos que o sistema carcerário manda todos os dias. Se cria um ambiente ainda pior do que a vida real para eles viverem. Há muito o que consertar. A superlotação é um dos problemas dos presídios no Brasil. Dados de 2014 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) mostram o crescimento gradual da população carcerária no Brasil. Em 2004, o país tinha 336 mil presos. No Amazonas, por exemplo, 62,64% dos presos são provisórios. O número de presos ainda sem julgamento (5,5 mil) supera o número de vagas no estado (3,4 mil). Na Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Rondônia e Sergipe, é a mesma história: não existe cadeia suficiente nem para os presos provisórios.
Já se preocupam com a superlotação das prisões e ainda mandam pessoas para lá por motivos banais, como por exemplo, roubo de alimentos, possessão de maconha para uso próprio, furtos pequenos e etc. As prisões deveriam ser para pessoas realmente perigosas, que não podem viver em sociedade e precisam aprender a conviver como e com seres humanos. Não para jovens infratores que nem ao menos seguraram uma arma na mão e com certeza irão aprender muito mais coisas dentro da prisão do que fora.
Já é tempo disso mudar. Mudar as leis e as constituições, fazer com que a justiça realmente aconteça. Ensinar de maneira mais humanizada ao invés de dar mais raiva e mais motivos para cometer o mal para esses homens e mulheres que tem que viver como animais em jaulas sem a menor higienização ou cuidado. Todos tem que pagar por seus crimes. Mas não se combate um crime cometendo outro.