Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 04/10/2017
No início do século XX, a famosa prisão de Alcatraz mostrou que não existem cadeias perfeitas, quando alguns detentos conseguiram escapar sem deixar vestígios. Na contemporaneidade, o sistema carcerário brasileiro está longe do ideal, provando ser ineficiente. Isso se evidencia não apenas pelos problemas estruturais como também pela alta reincidência criminal.
A penitenciária de Carandiru ficou conhecida após o massacre ocorrido, porém, antes da tragédia, relatos informam que os presos viviam em celas superlotadas e em condições desumanas. Analogamente, cerca de 15 anos depois o presídio ser desativado, os mesmos problemas estruturais se apresentam no resto do país. Diante disso, um ambiente agressivo é gerado tornando o delinquente um cidadão pior que antes, logo, a perspectiva de mudança se torna quase nula levando a um ciclo de crimes.
Além disso, segundo a teoria de John Locke, “o ser humano é uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências.” Indubitavelmente, percebemos que a ausência de programas de reabilitação e inserção ao mercado de trabalho dentro das cadeias nacionais, apenas dificulta a mudança da mentalidade do prisioneiro. Sendo assim, em nossa realidade cerca de 70% dos delinquentes voltam a cometer crimes, pois, o infrator não teve experiências produtivas durante a pena, assim lhe restando apenas o retorno ao crime.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para combater os problemas carcerários. Nesse contexto. Cabe ao governo promover uma reforma na estrutura, tal como ampliar as celas, melhorar a higiene local e reforçar a segurança, visando melhorar a qualidade interna e por consequência reduzir os conflitos. Ainda, cabe às escolas auxiliarem na reinserção do detento na sociedade, através de oficinas e palestras ministradas por professores qualificados, a fim de os afastar do mundo do crime. Só assim o Brasil será um lugar melhor para todos.