Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2017

No filme Carandiru, é explanado o cotidiano dos prisioneiros na extinta “Casa de Detenção” de São Paulo, antes e durante o massacre ocorrido no dia 2 de Outubro de 1992, em que 111 presos foram mortos pela polícia.Dentro e fora dos cinemas, o sistema carcerário brasileiro necessita de sérias medidas. Entretanto, essa adversidade é anexada não apenas à violência, mas também a superlotação dos presídios.

Segundo Karl Marx, o homem é produto do meio e para se mudar o homem, é necessário mudar também o meio em que ele está inserido. O Brasil tem um número de 69,2% de seus presídios com o dobro do número de detentos que poderiam manter, além de problemas como a falta de higienização nas celas, a proliferação de doenças, o despreparo dos agentes penitenciários, tudo isso contribui para a revolta dos detentos, que ao invés de ressocializarem através de educação e cursos técnicos, saiam dos Presídios piores do que foram.

Ademais, vale lembrar que da forma pela qual são tratados nos Presídios sem assistência nenhuma, é impossível que um indivíduo volte dali ressocializado, é substancial o trabalho de associações como a APAC (Associação de Proteção e Assistência de Condenados) que dedicam-se a propôr um modelo um modelo de humanização no sistema penitenciário, através de cursos profissionalizantes, assistência médica ou até mesmo religiosa.

Por meio disso, medidas são necessárias para combater o impasse. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, sendo assim, para que estes sejam solucionados, o governo deve investir em trabalhos como os de APAC com a finalidade de melhorar as condições de vida dos detentos e assim com os condenados integrados na sociedade a volta dos mesmos diminua, minimizando assim a superlotação dos presídios.