Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2017
O jeitinho brasileiro errado no sistema carcerário
Sabemos que, no Brasil, uma grande parte da população encontra-se atrás das grades. Muitas vezes a facilidade em ter bens atrai homens e mulheres para o mundo do crime. O que acontece é que nossos presídios nem sempre suportam a demanda de presos. Celas superlotadas, pessoas aguardando julgamento e famílias sendo desestruturadas.
Em primeiro lugar, como o número de criminosos, infelizmente, é alto, diversos presídios não suportam a quantidade de pessoas. Existem “privilégios” à alguns presos, como por exemplo a exclusividade de uma cela, o que ocasiona a superlotação de outra, afinal, é uma a menos para a divisão dos presidiários. E além disso, muitos criminosos que ainda estão aguardando o julgamento, ficam no mesmo local daqueles que já tem uma sentença.
Além disso, o número de mulheres no crime vêm aumentando consideravelmente e em decorrência disso, famílias são desestruturadas com a ausência materna. Pode-se afirmar que em muitos casos, os maridos entram para o crime/tráfico e pouco tempo depois as esposas se juntam à eles. Temos como exemplo na novela da Rede Globo “A Força do Querer” a personagem da atriz Juliana Paes, que é inspirada na obra de Fabiana Escobar.
Nesse sentido, portanto, uma melhor divisão dos presidiários deve ser feita. Delegacias devem ter uma estrutura que possa abrigar os criminosos que aguardam julgamento para que não precisem ir para o presídio sem antes ter uma sentença. Na cadeia, as celas devem ser divididas respeitando a capacidade máxima de cada uma. A questão de exclusividade à alguns presos deve ser mudada, fazendo com que todos que obtém desse privilégio fiquem juntos e, dessa forma, mais celas sobrarão para o restante dos presidiários.
Nesse contexto, portanto,