Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2017

Celas superlotadas; rebeliões violentas; drogas e celulares em posse de detentos. São incontáveis as reportagens veiculadas pelos diversos meios midiáticos mostrando cenas como estas, vividas por centenas de milhares de pessoas em grande parte dos presídios brasileiros. Situações que revelam uma preocupante fragilidade carcerária nacional provocada por um mal planejamento/ funcionamento de órgãos relacionados.

Entretanto, a responsabilidade dos problemas existentes nos presídios, não é apenas de sua coordenação, pois a realidade de um sistema judiciário problemático, corrobora para que as celas estejam lotadas, e recursos financeiros designados para o funcionamento penitenciário sejam gastos em vão, tendo em vista que mais de 200 mil pessoas privadas de sua liberdade ainda aguardam julgamento. Além da parcela de culpa da própria sociedade, que motivada pelo preconceito,acaba por dificultar a ressocialização dos indivíduos, o que influencia a reincidência no crime.

Países desenvolvidos, onde indicadores sociais apontam uma população que possui grande contato com a educação, conquistando assim maiores oportunidades de empregos, possuem índices cada vez menores de criminalidade, chegando ao ponto de fechar presídios, como aconteceu recentemente na Suíça. Fatos como estes são explicados pela máxima pitagórica, que diz que ao educar as crianças, não será necessário punir os adultos.

Levando em conta os argumentos supracitados, nota-se que a crise carcerária seria amenizada com uma diminuição de sua população, que poderia ser mediada por uma maior competência nos setores judiciários, somado a melhoramentos na infraestrutura, financiados por projetos estaduais e federais. Podendo também, por meio de campanhas municipais, ser realizada a promoção de projetos sociais que mostrem a importância da ressocialização, mediados pela mídia e através da escola, com a capacitação de professores, que desde a fase introdutória, ensine através de disciplinas ludicamente adaptadas, valores morais e éticos .