Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2017
É notório que a prisão tem como função a ressocialização de um individuo, mas, infelizmente, no Brasil é o contrário e isso é observado no aumento da criminalidade a cada dia nos jornais e revistas. Dentre tantos motivos revelantes, tem-se: a superlotação e falta de programas eficientes para a inserção dos detentos na sociedade.
A maioria dos presídios brasileiros aprisionam mais que o dobro da sua capacidade, por exemplo, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus em que abriga 1.203 presos, enquanto a capacidade suporta apenas 450 - de acordo com os peritos do Subcomitê das Nações Unidas para Prevenção à Tortura (ONU/SPT). Isso demonstra que a maioria das penitenciárias estão colocando pessoas em condições desumanas- por causa da superlotação- e também propiciando que pessoas de crimes menos graves acabarem ficando na mesma cela que um de crime gravíssimo que possibilitará uma influência. Esse fato é observado no aumento do número de facções- organizações criminosas que aliciam os outros para crimes mais graves, como exemplo, roubo de bancos- na maioria das casas de detenção do país.
Além disso, boa parte dos privados de liberdade que trabalham realiza atividades que não capacitam para o mercado de trabalho, como tarefas de limpeza ou cozinha- de acordo com a colunista Andressa Anholete da revista “Guia do Estudante”. Isso mostra que os presídios brasileiros possuem programas fracos para a inserção dos detentos, pois, por exemplo, com essas atividades- como limpeza ou cozinha- os presidiários terão quando saírem da cadeia empregos fracos ou com falta de postos de trabalhos e acabará propiciando na mente desses indivíduos que o crime é o caminho mais vantajoso- de acordo também com a colunista Andressa. Isso mostra que a superlotação e a falta de programas eficientes propiciam a crise do sistema carcerário brasileiro.
Portanto, é imensa a crise dos presídios brasileiros. Dentre tantas ferramentas para mudar-se esse cenário, tem-se: a construção de novos presídios federais e estaduais- por parte dos governantes de cada estado- para diminuir as condições desumanas e também a construção de presídios específicos- por parte também dos governantes locais- para cada tipo de crime para evitar a formação de milicias que aumentam mais a criminalidade. É necessário também a melhoraria da capacitação dos detentos com cursos profissionalizantes que dê mais perspectiva que trabalhar é melhor que viver no mundo crime- esses cursos podem ser administrados por empresas particulares que recebam incentivos fiscais por parte do governo para atuarem nos presídios brasileiros-, pois não adianta melhorar os presídios e não dar capacitação boa para que os presos se ressocializem na sociedade.