Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 14/10/2017

Parasita Carcereiro

Como afirma Zygmunt Bauman o capitalismo é um ser parasitário que necessita de outro ser vivo para sobreviver. No Brasil, essa problemática reflete na ineficiência de gestão pública do sistema carcerário, ocasionando assim, as superlotações das cadeias e a desvalorização de soluções para a reintegração dos presidiários ao convívio social.

Não obstante, a atuação capitalista da atual sociedade contemporânea desencadeia a segregação social, que, qualifica o indivíduo a partir do seu capital. Dessa forma, pessoas encontram-se pressas devido a falta de posicionamento governamental na busca do reaproveitamento moral dos mesmos. Com isso, os atuais presídios tornam-se exílos destinados aqueles que não agregam valor ao presente sistema econômico, por isso, são privados de uma renovação estrutural ética.

Sob essa conjectura, o escritor Aluísio Azevedo em sua obra “O cortiço” apresenta a animalização do homem e de seus desejos interiores. Através disso, o sistema carcerário transcede a veracidade do raciocínio humano quando retratado sua reabilitação. Por conseguinte, o grande acúmulo de pressos relacionacionado a morosidade pública nos julgamentos dos casos evidencia situações precárias de saneamento básico e a miscigenação de pressos com diferentes sentenças, facilitanto assim, o fortalecimento de facções e o associamento a crimes organizados.

Desartes, ainda, que medidas devem ser tomadas para a solução desse impasse. Cabe ao  Ministério Público associado ao Poder Judiciário a promoção de mutirões, no qual, diferentes juízes venhas, periodicamente, revisar senteças que ultrapassaram seu prazo de validade e catalogar os presidiários de acordo com a sua pena, seprando-os em um mesmo presídio para que seja aplicado medidas resocializantes como educação para sua futura realocação social. Assim, extingue a ação individualista do  parasita presente na pós-modernina que reflete a inconstâcia da sociedade líquida.