Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 12/10/2017
Segundo Confúcio, ‘‘quem quer prever o futuro deve estudar o passado.Nesse sentido, a falta de políticas de ressocialização, de defensores públicos e de investimento educacional nas bases do país, colaboram para essa problemática que é a crise das penitenciárias brasileiras.
As penitenciárias nacionais são verdadeiras masmorras, onde há detentos até dentro de containers, e tal falto contraria totalmente os direitos previstos pela ONU( Organização das Nações Unidas) em 1948. A falta de políticas de reabilitação de presos, para que assim ele possa ser reinserido na sociedade, contribui muito para a superlotação e rebeliões, que só no ano presente ocorreram em três presídios nacionais com 119 mortos no total.
Em composição a essa temática, a fragilidade do sistema carcerário é gritante. E tal fragilidade alia-se as dificuldades enfrentadas pelo poder judiciário do país, como a falta de defensores públicos para que se dê celeridade aos processos como a audiência de um preso. Nesse contexto, a cultura do país precisa de mudança. É preciso que aja investimento direto em suas bases como a educação que é um direito básico de todos, mas que nem todos tem acesso e ai entra-se nesse paradoxo.
A precaridade educacional reflete-se em violência,roubo, tráfico, prostituição, e essa realidade reverbera-se em superlotação carcerária por homens e mulheres. E como foi dito pelo sociólogo brasileiro Bentinho ’’ um país muda pela sua cultura ‘’.
Diante disso, é necessário que aja investimento a longo prazo pelo poder público em escolas de tempo integral com qualidade, ampliação do programa jovem aprendiz, além da realização de concurso público para o cargo de defensor público com maior numero de vagas, pois todos tem o direito de defesa e isso deve ser assegurado pela justiça. E a política do país deve ser a de ’’ educar as crianças para não precisar castigar os homens’’ como disse Pitágoras.