Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 05/10/2017
Assuntos referentes ao sistema carcerário brasileiro são sempre polêmicos, pois, muitos indivíduos tem pontos de vista diferentes em relação ao tema. No entanto, questões como: superlotação penitenciária, o aumento crescente dos índices de presos e principalmente, as condições desumanas em que vivem, devem ser debatidas seriamente, com a visão futura de criar soluções, pois é um problema grave que persiste no Brasil.
O Brasil é um país ainda muito defasado no quesito de fatores essenciais de uma sociedade plena e sólida, que é a saúde e principalmente a educação. De acordo com o filósofo Pitágoras " Eduquem as crianças e não será necessário punir os homens". Logo, vê-se que, essa instabilidade, acarreta nos impasses atuais, o aumento da criminalidade, e por consequência, a superlotação dos presídios. Porém, há mais contrariedades, em 1990 havia no Brasil 90 mil presos, e na última pesquisa feita em 2014, viu-se que aumentou para 602 mil presidiários, o que demonstra a problemática, e que nada está melhorando. No país faltam defensores públicos, que por conseguinte, há o aumento de detentos que ainda não foram julgados, ou seja, podem ser inocentes ou não. Cerca de 40% da população carcerária faz parte desse grupo. Logo, muitos inocentes ficam a mercê de criminalidade dentro das prisões, sendo obrigado a escolher uma facção e assim entram no mundo do crime.
A Holanda é um exemplo de país no quesito educação, em 2017, foram fechados todos os presídios do país, pois não há criminosos e nem infratores na sociedade, que está diretamente ligado ao alto índice de investimento em educação, escolas, projetos sociais e professores qualificados ao longo dos anos, tendo dessa forma um índice de analfabetismo zero. Logo, vê-se que a melhor solução é dar senso crítico e conhecimento ao povo. Pois de acordo com Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.”
Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal o papel de contratar mais defensores públicos para agilizar os processos dos que ainda não foram julgados, o que irá diminuir significativamente o número de presidiários. Além disso, ONGs dos Direitos Humanos devem propor a partir dos meios de comunicação, mais informações em relação o aumento da criminalidade, e mostrar o quão importante é a papel da família na vida dos infratores, e que é necessário a ajuda de todos os familiares e amigos ao ver um ente nesse tipo de vida. Por fim, mais importante, o povo deve e escolher sabiamente os representantes políticos, principalmente os que tem um enfoque maior no investimento em educação, pois ela é a base de sociedade evoluída e próspera . Com esses atos, a superlotação e a criminalidade deixará de ser um problema no Brasil.