Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 08/10/2017

Para o sociólogo Emile Durkheim,as instituições sociais são como um mecanismo de proteção e servem para atender as necessidades de uma sociedade.Nesse sentido,o Estado insere-se como uma instituição pública,visando á ordem na manutenção social,utilizando-se de meios para o seu cumprimento.Um exemplo é o sistema presidiário imposto por ele,mas,se não planejado de forma organizada e efetiva,causa muitos problemas.

No Brasil,por exemplo,a superlotação torna-se uma das principais problemáticas.Diante de uma crescente população carcerária nas últimas décadas,o país não possui estruturas físicas e logística suficientes para atender a demanda.Dessa forma,os presídios vivem um verdadeiro caos com constantes rebeliões e chacinas entre os detentos.Abre-se ,então , espaço para o controle de facções criminosas,mesmo que hajam policiais e agentes penitenciários nos locais,e faz com que o local seja um lugar de luta pela sobrevivência.

Outro questão é a pouca efetividade na ressocialização dos presos. É notório a falha do estado brasileiro para inserir-se um ex-detento na sociedade,no mercado de trabalho e na educação.Aumenta,então,a falta de perspectiva e melhoria de vida e,por vezes,faz ele voltar ao mundo do crime.Somando-se a isso,há o contato de criminosos de diversos níveis de periculosidade a partir do momento no qual eles compartilham dos mesmo espaços nas penitenciárias.Logo,há um recrutamento dos pequenos criminosos,tornando,também,esse ciclo uma escola para a criminalidade.

Portanto,o sistema carcerário gera um ciclo para a insegurança,sendo necessário melhorá-lo.Para isso, é necessário que o Estado,por meio de um treinamento mais qualificado,melhore a preparação dos agentes penitenciários e aumente as patrulhas para inibir possíveis rebeliões e manter o controle dos presídios.Ademais,a Escola e a Igreja podem agir,com o diálogo,a fim de mostrar alternativas ao crime,como o esporte e o trabalho,e,assim,mostrar que há vida além da prisão.