Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 08/10/2017
No desenho italiano “O clube das Winx”, Valtor, um bruxo poderoso e temido por toda a dimensão mágica era mantido preso em uma unidade de segurança máxima, mas, devido as condições do sistema e a falta de vigilância adequada, criaram uma oportunidade para que ele fugisse. Saindo da ficção, o mesmo acontece no Brasil. Todos os dias, milhares de pessoas que cometem crimes são apreendidas, e, ao chegarem ao local que irão cumprir a pena encaram uma realidade, que vai muito além daquilo que cometeram e as levaram para lá.
Em janeiro de 2017, estados do Norte e Nordeste presenciaram momentos de caos. Criminosos de facções rivais aproveitaram as condições de calamidade em que as unidades penitenciárias se encontravam e iniciaram um confronto entre eles, deixando alguns mortos e locais totalmente destruídos. A forma da qual encontravam-se os presídios naquele momento é, infelizmente, semelhante aos demais pelo país. Todo o sistema carcerário brasileiro possui falhas que vão desde à estrutura e a forma de como os presos são submetidos. A situação em que se encontram é completamente desumana. Não há dúvidas que eles devem pagar pelos seus atos, mas, o que muitos se esquecem é que apesar de tudo são seres humanos, e, deixá-los nessa situação, agrava ainda mais o problema.
Outra preocupação constante dar-se-á pelo crescimento da violência e de como está associada diretamente ao sistema prisional. O contexto da prisão ser uma forma de redenção está cada vez mais perdendo o sentido nos dias de hoje. Além das péssimas condições, muitos quando entram no meio prisional, encontram um mundo “aberto” para o vício das drogas e comandos de crimes por dispositivos móveis, mesmo que dentro de uma cela. Segundo Antonio Amurri: “A luta contra a criminalidade organizada é muito difícil, porque a criminalidade é organizada, mas nós não”. Todo o sistema é falho, seja aquele que tem a missão de punir e reabilitar o criminoso dentro e fora do presídio, como aquele que tem a garantia de proteger a população.
Fica evidente, portanto, o como sistema prisional brasileiro é falho. O Estado deve investir fortemente na reestruturação de presídios, na fiscalização de visitas íntimas e em bloqueadores de celulares. Deve também, impulsionar a contratação de mais policiais, visto que há uma quantidade abaixo do recomendado nas ruas. Além disso, deve investir no setor educacional, pelo fato de que os jovens estão cada vez mais cedo inserindo-se no mundo do crime e neste caso, a educação seria a melhor aliada para afastá-los desse meio e dar-lhes uma oportunidade de um futuro melhor. A mídia, por sua vez, deve ministrar documentários, debates em programas acerca do tema e principalmente, em conteúdos educativos que distanciem as pessoas de práticas criminosas.