Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 08/10/2017
Na obra “Memórias do Cárcere” o autor Graciliano Ramos - preso durante o regime do Estado Novo - relata os maus tratos, falta de humanidade e as más condições de higiene vivenciadas na rotina carcerária. Hoje, mesmo não vivendo no período da opressão, o sistema prisional brasileiro continua sendo visto como símbolo de tortura. Dentro deste contexto, cabe explorar a situação do penitenciário e seus efeitos na atualidade.
Nos meados de 1990, o país tinha cerca de 90 mil presos. Hoje, chegou à marca de 607,7 mil, onde 222 mil estão presas sem condenação, conforme os últimos dados divulgados pelo Sistema de Informação Penitenciária do Ministério da Justiça, em 2014.
O Brasil é o país que o número de presos só aumenta. Atualmente, a quantidade de mulheres presas vem subindo constantemente, trazendo problemas para a sociedade, algumas famílias estão desestruturadas facilitando o aumento na criminalidade. O sistema penitenciário deveria adequar-se como suporte na inclusão social dos presos, pensando no futuro de toda a sociedade e não só no que os presos fizeram.
Portanto, a forma como os indivíduos são tratados no cárcere fere os direitos humanos, é necessário uma mudança de urgência no sistema prisional, na construção de novos presídios para evitar a superlotação. Além disso, atividades pedagógicas realizadas por ONGs para a reinserção social dos presos. E uma ação em conjunto entre a Força Nacional e as policiais estaduais no reforço da segurança dos presídios.