Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2017
Um homem a mais na prisão é um cidadão ativo a menos na sociedade.Dessa forma,quanto mais presidiários,mais gastos públicos menor contribuição ao governo.Logo,atualmente,esse sistema carcerário brasileiro se encontra falido,e suas instalações frágeis,desumanizadas,carentes de uma série de medidas, não implantadas a partir de uma série de más gestões federais. Primeiramente,a superlotação dos presídios serve como principal fator para o desencadeamento de uma sociedade paralela entre detentos. Dessa maneira,um ambiente de cunho punitivo ressocializador torna-se um lugar hostil,dominado por facções que detém o poder das regras e organização,papel esse do Estado,que falha em distribuir eloquentemente os réus em presídios com estruturas estáveis e efetivas.Como resultado,essa carência de medidas federais a estabilização carcerária provém motivos ás rebeliões,que geralmente terminam em fuga ou chacina,como a ocorrida no Carandiru,em 1992,que vitimizou mais de 100 presos,após uma resposta policial despreparada aos motins reivindicadores de melhores condições de habitação. Outro fator contribuinte à perpetuação da dessocialização do preso às comunidades,é a falta de perspectiva pós pena,o que agrava as problemáticas do sistema carcerário.Nesse contexto,a ausência de educadores para dar aulas àqueles que não completaram o ensino médio ou fundamental-maior parcela dos detentos- associada a exclusão de trabalhos tanto manuais quanto intelectuais,levantam um sentimento de mesmice, impassível de reais mudanças que poderão beneficiar não só os internos como também a família desses e futuramente a sociedade brasileira,visto que,cada prisioneiro gasta média 1.200 reais públicos ao mês,e que caso sua ressocialização não funcione,essa pessoa,não encaixada no meio comum,provavelmente voltará ao sistema reiniciando um ciclo de caos social. Portanto,para amenizar os conflitos do sistema carcerário brasileiro,é vital que soluções sejam tomadas a partir dos Governos municipais,que deverão articular com ONGs,projetos de trabalhos,aulas e cursos técnicos dentro e fora das instituições,além de apoio psicológico aos detentos,a fim de prover habilidades e motivações sobre a posterior vida livre.Ademais,é necessário que o Governo forneça aliada ao Ministério da Segurança,treinamento especializado aos carcereiros, para que esses sejam hábeis agentes de mediação,tornando-os fatores chave para uma efetiva ressocialização.Por fim,é preciso que grandes empresas de obras ,julgadas culpadas de corrupção,financiem e reformem os principais presídios do país como parte de sua pena,promovendo um alívio nos cofres públicos além de melhorias na segurança nacional.