Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 13/10/2017

O filme “Carandiru” retrata a realidade vivida em um dos presídios mais conhecidos do Brasil, além de retratar a respeito de uma das maiores chacinas do país. Infelizmente, cenas que representam a prisão como um local de tortura, estão apenas mostrando uma parte da real situação das penitenciárias. Dessa forma, os detentos são obrigados a viver em condições desumanas e após cumprirem suas penas, deparam-se com uma sociedade desprovida de oportunidades.

Pode-se perceber que, a maior parte da sociedade acredita que os criminosos devem receber o pior tratamento possível para “pagarem” pelos erros cometidos. Com isso, acabam esquecendo-se dos direitos assegurados a todos os cidadãos pela Constituição. Entretanto, a realidade encontrada nas celas parecem desconhecer tais direitos, afinal, são vistas celas que deveriam comportar determinada quantidade de gente, com o dobro delas. Além do mais, as penitenciárias, principalmente femininas, possuem enorme descaso em relação à higiene pessoal, especialmente quando a mulher encontra-se em período menstrual ou durante a gestação, o que comprova o desprezo pela saúde feminina.

É notório também, que após cumpridas suas sentenças, muitos detentos sofrem para que ocorra a ressocialização, por conta da falta de oportunidades de trabalho. Por esse motivo, muitos deles voltam para a vida do crime. Fatos como esse são decorrentes da falta de preparo das prisões, que não preparam os indivíduos para a vida em sociedade. Assim, ao invés dos detentos aprendem práticas que podem ser úteis fora da cadeia como trabalhos manuais e práticas esportivas , eles acabam se especializando na área do crime.

Portanto, objetivando uma melhora no sistema carcerário brasileiro, o Ministério da Justiça em parceria com o Ministério da Educação poderiam promover atividades pedagógicas e esportivas por meio de cursos profissionalizantes, com o intuito da reinserção do indivíduo na sociedade. Ademais, o Governo Federal deve atuar ativamente na fiscalização de penitenciárias, visando uma melhora na qualidade de vida nesses locais.