Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 06/10/2022

Segundo o Charles Darwin naturalista inglês, “não sobrevive o mais forte, nem o mais bonito e nem o mais inteligente, sobrevive aquele que é adaptável as mudanças”, frase na qual comprova a realidade dos 806 mil brasileiros que passa pelo sistema carcerário, e precisa ter essa virtude para enfrentar a superlotação dentro dos presídios e lidar com dificuldades mesmo depois de “livres”. Com efeito, a reinserção na sociedade são os pilares que dificulta a oportunidade de recomeço na vida de um ex presidiário.

Desse modo, um dos fatores que impedem a eficiência no sistema carcerário é a quantidade de pessoas que convivem no mesmo ambiente, 70% dos presídios sofrem superlotação. Sob esse viés, as consequências geradas são: o risco de transmissão de HIV, conflitos, agressões e o favorecimento na fuga dos presos. Assim, como ocorreu o massacre de Carandiru, um movimento agressivo ocorrido em São Paulo, o famoso “banho de sangue”, entre presos e polícias.

Por outro lado, as condições recebidas pós liberdade são precárias pois, a ausência de empregos pelo preconceito e receio de confiar no indivíduo que tenha passagem com a polícia. Consequentemente, essa situação torna favorável a retomada na vida do crime (principalmente aqueles que não possui nenhuma experiência e qualificação profissional).

Portanto, o sistema carcerário precisa ser um ambiente menos hostil para ajudar o cidadão nesse processo de mudanças. Por conseguinte, para solucionar as dificuldades da reinserção, o poder público junto com o Ministério da Educação, teria que investir na qualificação profissional dentro dos presídios do modo em que, aumentasse as vagas atribuídas pelo enem PPL com uma preparação adequada e mais justa, dando prioridades para aqueles de baixa renda e sem nenhuma capacitação profissional.